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sexta-feira, 4 de julho de 2014

Aécio inicia 'caçada' na coalizão de Dilma Tucano aproveita desgaste do governo com sua base e negocia para que partidos como PDT, PP e PTB não deem apoio formal à petista


A insatisfação de partidos da base aliada com o governo da presidente Dilma Rousseff levou o PSDB a sair à caça de legendas aliadas ao Palácio do Planalto com o objetivo de montar palanques para a provável candidatura do senador Aécio Neves (MG) à Presidência da República em 2014.
Nas últimas semanas, os tucanos, entre os quais Aécio, intensificaram as conversas com "aliados" de Dilma, cortejando parlamentares, presidentes de partidos e governadores. O alvo são siglas como PMDB, PP, PTB, PSD e PDT, que têm em comum a afinidade com o governo do PT e com administrações tucanas pelo País.
A ideia é aproveitar o momento de desgate entre base e governo e abrir negociações que, se bem-sucedidas, evitariam o apoio formal de alguns desses partidos a Dilma - e, por tabela, desidratariam os minutos da petista no horário eleitoral na TV.
As conversas ainda estão embrionárias, já que o cenário tende a mudar até junho de 2014, quando há convenções, mas a estratégia já foi definida. Os tucanos farão concessões em Estados de modo a apresentar a aliados de Dilma "argumentos" para que, pelo menos, declarem independência. Um levantamento sobre potenciais alianças em todo o País foi encomendado ao secretário-geral do PSDB, deputado Mendes Thame (SP), e servirá de base para as negociações.
Como forma de demonstrar boa vontade com o PP, por exemplo, o PSDB pode apoiar a candidatura ao governo do Rio Grande do Sul da senadora Ana Amélia (PP). Aécio mantém boa relação com o partido, que ocupa a vice-governadoria em Minas e que tem em seus quadros um tio do tucano, Francisco Dornelles (RJ). O mineiro também pediu a aliados que se aproximem do senador Ciro Nogueira (PI), liderança do PP no Nordeste.
Alianças. Na presidência do PSDB desde maio, Aécio passou a costurar pessoalmente alianças, em contatos que abrangem de desafetos do PT, como Roberto Jefferson (PTB-RJ), a aliados, como o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), com quem esteve domingo e que protagoniza conflito com petistas que querem candidato a sua sucessão o senador Lindbergh Farias (PT). Na semana passada, o PMDB também foi alvo de investidas por meio de Paulo Hartung (PMDB), ex-governador do Espírito Santo, que deve apoiá-lo no Estado. Aécio mantém ainda contato com os irmãos peemedebistas Geddel e Lúcio Vieira Lima que, em disputa com o PT baiano, ameaçam abrir palanque para o tucano.
O PSD, do ex-prefeito Gilberto Kassab, também está na mira do PSDB. Em Minas, deputados estaduais ameaçam sair da legenda caso seja formalizado o apoio ao PT. Há conversas encaminhadas com o PDT, de Carlos Lupi (RJ), e com o deputado Paulinho (SP), da Força Sindical - os tucanos querem o apoio formal do Solidariedade, partido a ser criado pelo parlamentar na eleição de 2014.
Os tucanos admitem que a base aliada ameaça o governo com a "romaria" a Aécio e a Eduardo Campos. Mas avaliam que as tratativas podem render frutos. Ciente do ataque, o Planalto se previne. Na semana passada, convidou o PTB para assumir a vice-presidência do Banco do Brasil.

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