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terça-feira, 19 de agosto de 2014

"Nem tudo é Festa" o Governo de 15 anos nada Fez. Leia que vcs entenderam nem a Samu tem equipe disponiveis


Em meio à comemoração organizada pelo governo para celebrar o fim dos pedágios que tanta polêmica provocaram nos últimos 15 anos, sobra pouco espaço para uma discussão serena sobre o futuro das estradas, sobretudo das federais no Rio Grande do Sul. Com exceção da ERS-122, entre Caxias e Farroupilha, as estaduais continuarão a ter pedágio, administrado pela Empresa Gaúcha de Rodovias, com preço inicial de R$ 5,20 para carros. As BRs dependerão do Dnit, que terá de incluir despesas em seu já apertado orçamento.
Terá o governo federal fôlego para manter as estradas em condições mínimas de trafegabilidade? Com a chegada do inverno e do período de chuvas, em que aumenta o desgaste do asfalto, as rodovias devolvidas à União precisarão de manutenção imediata, para que um pequeno buraco não se transforme em cratera por falta de reparo. O governo tem dito que o Dnit vai contratar empresas para fazer a conservação das estradas, mas esse é um processo que não se faz do dia para a noite.
Se é verdade que as concessionárias não fizeram obras estruturais, até porque os contratos não exigiam, também é verdade que as estradas estão incomparavelmente melhores do que eram antes dos pedágios. Só discorda dessa avaliação quem tem memória fraca (ou seletiva, por questões políticas) ou não andava pelas estradas gaúchas antes de 1998. O usuário vai economizar dinheiro com o não pagamento de pedágio e esse dinheiro, como disse o governador Tarso Genro na sexta-feira, será injetado na economia local. Mas a manutenção das estradas é cara e o dinheiro para tanto terá de sair dos impostos. Como não há dinheiro sobrando, o governo terá de remanejar e escolher uma área ou obra para sacrificar.
Nos últimos 15 anos, os usuários vociferaram contra os pedágios, mas se acostumaram com alguns luxos que deixarão de existir nas estradas federais, como banheiro, fraldário, socorro mecânico, guincho e ambulâncias acionadas rapidamente. Agora, em caso de acidente, tanto nas estaduais quanto nas federais, será preciso chamar o Samu mais próximo, que nem sempre tem equipes disponíveis Com certeza ainda mais agora perto das eleições, depois para tapar os buraco o povo paga. Sempre foi assim que pensaram e não mudaram enquanto nós formos cordeirinhos.
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